Essencialmente, pela influência de seus membros o Clube Semanal – como era conhecido – tornou-se um dos principais cenários da região e do Estado, em razão das importantes decisões políticas, administrativas e culturais, que nele foram tomadas e que inegavelmente fizeram arte da história da cidade e do país.

No principio, por não possuírem sede própria para realização de seus eventos, estes ilustres homens da época reuniam-se, semanal e preferencialmente, aos sábados, em salões residenciais. Somente 13 anos após a fundação do clube, em 1870, ainda por iniciativa e responsabilidade de seus fundadores, mediante a aprovação do Governo da Província de São Paulo, foram emitidas 535 ações no valor de 50$000 (cinqüenta mil réis) cada, para que pudesse ser construído imóvel destinado a uma sede, para realizações de recitais de arte, concertos, solenidades cívicas e sociais, que segundo historiadores, pode ter sido a primeira do país com essa precípua finalidade.

Assim, após 3 longos anos de construção, em 1º de janeiro de 1873, às 18:00 horas, com amplitude estadual, foi noticiada a inauguração desse suntuoso ambiente destinado à instalação de um clube, situado à Rua Regente Feijó, número 1455, exatamente na esquina com a Rua Barreto Leme.

Na cerimônia de benção do prédio, os componentes da sociedade ofereceram retratos a óleo, para serem expostos no salão principal, dos insignes e prestantes cidadãos, Bento Quirino e Raphael Sampaio, por tudo quanto realizaram em prol da sociedade desde sua formação.

Nessa época, já destacando-se como o principal referencial político da região, e considerado o berço da cultura campineira, todas as famílias tradicionais solicitavam seu ingresso no clube, onde apenas conseguiam ser aceitas, as que passando por rigorosa avaliação do grupo, comungavam os mesmos ideais e possuíam destaque político ou cultural, além de conduta irrepreensível e inatacável. Diante dessas fundamentais exigências, após mais 1 ano de sua sede própria ser inaugurada, em 1874, a entidade conseguiu formar um quadro associativo de 70 famílias, cujos membros a freqüentavam ativamente em atividades políticas, culturais e “bailantes”, estas acompanhadas no principio por um violino e um violão, e na seqüência, mensalmente, para moças se reunirem para cantar, dançar e tocar instrumentos musicais.

Nessa sede, se apresentou inúmeras vezes a imortal soprano campineira, Maria Monteiro, e por ser próxima a residência de Carlos Gomes, este em muitas ocasiões se utilizou de dois excelentes pianos de cauda que ali existiam – e que até hoje ainda pertencentes ao clube, se acham em constantes atividades na atual sede social.

Lamentavelmente, em 1889, a epidemia da febre amarela arrasou Campinas, modificando o rumo de sua trajetória e do então primeiro clube fundado no país. Apesar das intensas dificuldades provocadas pela crise financeira e pelo holocausto febril, o clube conseguiu manter-se de portas abertas nesse avassalador período, sob a presidência de Bento Quirino e do vice-presidente Raphael Sampaio, graças às generosas contribuições de ambos para tanto, e por ser o presidente um dos principais líderes campineiros e articulador político da região, além de sua relevante influência nas artes.